Campeões carismáticos

Publicado originalmente no Faceblog Esportivo

Quem joga tênis profissionalmente, como hobby, ou está envolvido de outras formas, invariavelmente escuta: é um esporte elitista. Também, invariavelmente, repudia esse rótulo. Os que realmente gostam, torcem pela popularização do tênis e para que mais e mais pessoas assistam e comentem os jogos.

É bem verdade que o próprio ambiente do esporte colabora pouco. O público de algumas importantes competições apresentar ar blasé, parecendo importar-se minimamente com quem ganha ou perde. Confundem tradição com exclusividade e não corroboram da atmosfera que tem a Copa Davis, competição entre seleções com plateia entusiasmada em clima de futebol.

Mas para atrair novos interessados esse gelo deve ser quebrado. Logo, o circuito de tenistas – especialmente os que são parte do ranking de simples masculino, com mais apelo – necessita de jogadores com carisma.

E nesse sábado, 17 de novembro, dois atletas especialistas nesse quesito fizeram uma partida exibição, no Rio de Janeiro. Gustavo Kuerten, além dos resultados monstruosos que conquistou em quadra, incluiu o tênis na rotina dos brasileiros. De repente, descobrimos que um dos melhores tenistas do mundo também sorria, cantava, usava roupas coloridas. Cadê aquele ambiente formal do esporte? Muitos jogadores de sua época e atuais reconhecem esse aspecto extra-quadra de Guga, um campeão nada cisudo. Vale mencionar também Fernando Meligeni, sem os mesmos títulos de Kuerten, mas com sua parcela para que o tênis virasse assunto no país.

O “Guga” do circuito atual é Novak Djokovic. Suas primeiras exibições misturavam ótimos resultados e personalidade bem humorada, com direito a imitações de tenistas e interação com o público local. Fosse o décimo quinto do ranking, Djokovic já seria importante para o cenário atual, por essas contribuições. E não se apresse a dizer que essa é a única qualidade do sérvio. Ele vem de duas temporadas arrasadoras e termina 2012 como o número um do mundo.

O amistoso entre os dois foi bem divertido. Teve participação de crianças, Djokovic imitando Guga (fora a peruca, Djoko realmente pegou alguns trejeitos do brasileiro), plateia entusiasmada e Guga desenhando um coração na quadra, um remake da cena clássica de Roland Garros 2001.

Fazer a lista dos melhores jogadores em qualquer modalidade é complicado. Mas se a lista fosse de tenistas mais carismáticos, dificilmente esses dois ficariam de fora.

Ah, esqueci de mencionar o resultado: 2 sets a 0 para Guga, 7/6 e 7/5. Convenhamos, foi o que menos importou.

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Wimbledon

Peço licença aos leitores do É Pênalti para escrever sobre tênis.

Roger Federer é um gênio do tênis e cada vitória sua parece ter na sequência uma série de recordes. Dezessete Grand Slams, heptacampeão de Wimbledon, número de semanas na liderança do ranking. No último domingo, venceu em quatro sets Andy Murray no All England Country Club.

Mas confesso, torci por Murray. A cada edição de Wimbledon os torcedores locais esperam que o troféu seja conquistado por um britânico (a última vez foi na década de 30) e Andy é um dos poucos a mostrar condições.

Desta vez chegou a vencer o primeiro set. Federer jogou muito e virou a partida. No discurso de encerramento, Murray foi às lágrimas e emocionou a torcida. Pareceu um desabafo de quem tinha os torcedores nos ombros e chegou perto.

Para Federer, mais um espetacular recorde na carreira de um dos melhores tenistas da história.

Para Murray, a expectativa. O Slam está perto.

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Australian Open

Peço licença para escrever sobre tênis aqui no É Pênalti.

Na noite de ontem (manhã de Segunda na Austrália) começou o Australian Open, primeiro Grand Slam do ano. Com ele, as tentativas de ficar acordado ou acordar mais cedo e ver pedaços de jogos.

Para quem gosta, há a opção de ouvir pela rádio no site oficial (http://www.australianopen.com). É verdade, tem transmissão de tênis pelo rádio, vai dizer que você não sabia?

Falando das chaves, as primeiras rodadas de Slams são naturalmente mornas. Até demais. Entre acompanhar os principais tenistas vencendo fácil, um ou outro jogo interessante (na teoria) aparece. Na primeira rodada, por exemplo, o local Bernard Tomic venceu o espanhol Fernando Verdasco por 3 sets a 2.

E vejamos até onde vão os brasileiros Thomas Bellucci, João “Feijão” Souza e Ricardo Mello.

Comentários sobre as próximas rodadas e a chave feminina nos próximos dias.

E fique acordado quem puder.

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O verdadeiro número um

Novak Djokovic é o verdadeiro número um.

E isso não é menosprezar os feitos assombrosos de Rafael Nadal nos últimos anos – especialmente em 2009 -, ou desconsiderar Roger Federer, nome frequente nas discussões sobre quem é o melhor tenista da história.

Djokovic simplesmente é o melhor do ano até aqui. Não fosse sua única derrota nas semifinais de Roland Garros, estaríamos cogitando se um mesmo tenista ganharia os quatro Grand Slams do ano. Mais: derrotou Rafael Nadal em finais de Masters no saibro.

O tênis impressionante de Novak Djokovic não precisou aparecer em Wimbledon até a final. Boas vitórias, claro. Mas a precoce derrota de Federer deixou para a decisão seu real teste.

Campeão de Wimbledon e verdadeiro número um do mundo. E enquanto o sérvio comemora, imagino que Roger e Rafa já pensam em maneiras para derrotá-lo. Que venha o US Open!

Nole e o troféu de Wimbledon

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Tênis – Até no saibro

A vitória de Djokovic sobre Nadal no último Domingo foi emblemática. Talvez tanto quanto sua invencibilidade no ano.

E foi emblemática por diversos motivos:

– Derrotou Nadal em uma final.

– Na Espanha.

– E o mais impressionante: no saibro.

Difícil dizer onde chegará a sequência de Novak Djokovic. O Masters de Roma é importante, mas as expectativas já estão em outro lugar.

Roland Garros.

Enquanto aguardamos novo duelo entre Nole e Rafa, Roger Federer perde para Richard Gasquet nas oitavas de final em Roma…