Muito mais que medalhas

Imagine o seguinte cenário nos jogos de Londres-2012:

Oscar empata o jogo contra o México e na prorrogação Neymar marca. César Cielo é décimos mais veloz e vence a apertada prova dos 50 metros. Alison e Emanuel viram o jogo contra os alemães na decisão do vôlei de praia. O Brasil fecha o terceiro set no vôlei masculino e impede a reação da Rússia. Leandro Guilheiro, número um do mundo no ranking de sua categoria, confirma o favoritismo e leva o ouro no judô.

Nada muito improvável. Exceto por Leandro Guilheiro, que não chegou na fase decisiva do torneio, os cenários imaginados estiveram bem próximos da realidade.

Onde quero chegar?

Com esses cinco ouros adicionais, o Brasil teria oito medalhas dessa cor, e pularia para a décima colocação do quadro de medalhas, superando a forte Austrália. Ficar entre os top 10 é um dos objetivos do comitê nacional para a edição 2016. Parênteses: esse ranking de medalhas não é oficial. O Comitê Olímpico Internacional (COI) não utiliza essa métrica, difundida nos meios de comunicação, e nem o critério de medalhas de ouro como prioridade.

Mas, o total de oito medalhas douradas que acabamos de imaginar seria suficiente para deixar o Brasil entre os dez melhores de 2012. E pergunto: seríamos uma potência olímpica? A nossa distância para esse patamar é só essa, de alguns momentos esportivos adversos?

Não. Explico. A cada Olimpíada os mais desavisados se decepcionam com o desempenho dos atletas brasileiros. Ficamos quatro anos pouco informados sobre os resultados do mundo esportivo e de repente queremos medalha, medalha, medalha (já diria o personagem Mutley). Mas não são algumas medalhas que distanciam o Brasil de ser a tão falada potência olímpica. Precisamos entender que medalhas são apenas uma das consequências de políticas esportivas. Ganhar medalhas a rodo não é suficiente para caracterizar um país como potência olímpica. Mas sim, aqueles que possibilitam a seus habitantes a chance de praticar esportes como opção de lazer e saúde, e não só os atletas profissionais (no nosso caso, nem só).

Pense: se você quiser praticar basquete e vôlei, onde vai? Praticar de verdade, treinar fundamentos, ter instruções sobre condicionamento físico adequado, disputar mini-torneios amigáveis e sem pagar muito por isso. Pense mais longe: e judô ou atletismo? Onde você treinaria, caso não tivesse como meta ser um atleta de ponta?

Desde a escola a educação esportiva é falha. Não conhecemos muitos esportes a fundo, não aprendemos regras, táticas, história, e como consequência não consumimos e fomentamos outros esportes além do futebol, com exceções, é claro. A falta do conhecimento gera desinteresse do público, que impacta diretamente os atletas de alto rendimento, pois não há competições e oportunidades necessárias para todos.

O papel do Ministério do Esporte deveria ser diretamente com as confederações. Difundindo cada modalidade, nas escolas, universidades, entre a população adulta e aposentados, e cobrando os resultados de cada diretoria. Aumentando o número de praticantes, naturalmente aumentam as chances de atletas de alto nível surgirem. Mas novamente: essa deveria ser a consequência e não o objetivo.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou que vai investir em “modalidades individuais”. Novamente, estamos tapando o sol com a peneira. Investir em alguns poucos atletas, ganhar medalhas e subir no ranking. As confederações não parecem muito insatisfeitas (ou ao menos, pouco demonstram) e seguimos assim. E por falar em medalhas, nos jogos de Londres, gastamos o dobro por medalha do que o comitê olímpico americano.

Apesar de não ser 100%, o modelo norte-americano merece elogios. Está na moda falar mal dos EUA, e em competições esportivas não é raro ver alguém torcendo contra. Mas como negar a estrutura oferecida por eles à prática esportiva da população comum? Os campeonatos universitários são tão bem organizados e difundidos que televisões a cabo transmitem no Brasil. E se você acha que é só para os mais novos, dê uma olhada nesse link: Senior Games. Isso mesmo, jogos para a terceira idade. Estamos muito longe disso, infelizmente. Além disso, o quadro de medalhas também não serve como indicador da qualidade de vida de cada país. Considere que Noruega, Dinamarca e Suécia aparecem em 29°, 35° e 37°, respectivamente.

Com um trabalho de base, nas escolas e universidades, divulgação entre a população média e a possibilidade da prática esportiva a todos, o esporte de alto rendimento se torna consequência e não prioridade.

Infelizmente, parecemos fadados ao modelo inverso: o importante é a medalha.

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Resumo Londres – dias 12 a 16

Dia 12

Fábio da Silva participou das eliminatórias do salto com vara, mas não conseguiu classificação. No hipismo, os brasileiros Rodrigo Pessoa e Doda Miranda chegaram à final mas não conseguiram medalha.

Essa veio no vôlei de praia com Juliana e Larissa. Depois da derrota nas semifinais, a dupla voltou à quadra e venceu o duelo que valia a medalha de bronze.

Decepção do dia: basquete masculino. Mas aqui, o sentido da decepção é outro. Sabíamos que as quartas de final seriam dificílimas contra a Argentina, mas ficou a sensação de que a equipe poderia ir mais longe. Mesmo assim, a campanha foi boa.

Dia 13

Poliana Okimoto entrou no lago do Hyde Park para a disputa da maratona aquática mas não foi bem e abandonou a prova. No atletismo, Usain Bolt conseguiu mais uma medalha de ouro ao vencer os 200m rasos. Diogo Silva teve grande participação mas ficou em quarto lugar no taekwondo. Os Estados Unidos ficaram com a medalha de ouro no futebol feminino, vencendo o Japão na final.

Decepção do dia: vôlei de praia. Não seria fácil, mas após a derrota dos favoritos norte-americanos, a expectativa era de que Emanuel e Alison vencessem a final. Perderam e ficaram com a prata.

Dia 14

No basquete masculino Espanha e Estados Unidos venceram Rússia e Argentina, respectivamente, nas semifinais. O vôlei feminino teve Estados Unidos e Brasil rumo à final. Coreia do Sul ficou com a medalha de bronze no futebol masculino.

Decepção do dia: atletismo. O revezamento 4×100 masculino, medalha de prata em Sydney-2000, ficou nas eliminatórias e não chegou à final.

Dia 15

Grande vitória da equipe brasileira feminina de vôlei. Venceram os Estados Unidos e conseguiram a segunda medalha de ouro seguida. Natália Falavigna, no Taekwondo, foi eliminada na primeira rodada na categoria acima de 67kg. Ela fraturou o pé durante a luta.

Decepção do dia: futebol masculino. Era mais uma chance para conseguir o inédito ouro na modalidade. Não foi. O México venceu por 2 a 1.

Dia 16

O último dia teve a medalha de bronze de Yane Marques, no pentatlo moderno. Ela terminou a prova exausta, mas trouxe um inédito resultado para o Brasil. Na maratona, Marilson Gomes dos Santos ficou em quinto lugar. Paulo Roberto de Almeida e Franck Caldeira ficaram em oitavo e décimo terceiro lugar, respectivamente.

Decepção do dia: vôlei masculino. Abriu dois sets a zero, teve pontos para fechar o jogo mas levou a virada. Ouro para a Rússia.

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Resumo Londres – dias 10 e 11

Dia 10

Arthur Zanetti conquistou a primeira medalha do Brasil na ginástica. E foi de ouro, ao vencer a final das argolas. Como era de se esperar, a medalha é seguida de expectativas sobre o desenvolvimento da ginástica artística no país. Sem trabalho, não acontecerá nada. Ao menos Zanetti fez sua parte.

No vôlei de praia Ricardo e Pedro foram eliminados nas quartas de final. Perderam para a dupla alemã Brick e Reckermann por 2 a 0. Na quadra, o Brasil venceu a Alemanha e agora enfrenta a Argentina nas quartas de final, pelo torneio de vôlei masculino.

A seleção brasileira de basquete enfrentou a Espanha em confronto marcado pelo “vai entregar ou não”? Quem vencesse teria, na teoria e na prática, um caminho mais difícil nas quartas e semifinal. O Brasil não quis nem saber e derrotou os espanhóis por 88 a 82. Mas ficou algo estranho no ar, principalmente ao ver o placar do último período: 31 a 16 para o Brasil.

Yelena Isinbayeva não foi ouro na final do salto com vara. Ficou com o bronze. O ouro foi para a norte-americana Jennifer Surh, saltando 4,75. A brasileira Fabiana Murer saltou 4,85 no mundial de 2011. Dessa vez, não conseguiu nem chegar à final.

O futebol feminino perdeu nas semifinais para o Japão. Considerando que as japonesas são as campeãs mundiais, o resultado não foi tão impressionante assim.

Decepção do dia: hipismo. O Brasil não fez uma boa exibição e terminou em último lugar na final dos saltos por equipes. Ao menos, Rodrigo Pessoa e Doda Miranda estão na final individual.

Dia 11

A seleção de handebol feminino tinha confronto dificílimo com a Noruega, atual campeã olímpica e mundial. Chegou a abrir seis gols de diferença, mas parou aí. A Noruega foi buscar o placar, empatou e terminou vencendo. Apesar da bela campanha, o resultado final não foi o esperado. Caindo nas quartas de final, a equipe está fora da briga por medalhas.

O futebol masculino garantiu medalha ao vencer a Coreia do Sul por 3 a 0. Joga a decisão sábado, contra o México, que derrotou o Japão. No vôlei de praia, enquanto Ricardo e Alison passaram à final, Juliana e Larissa perderam para as norte-americanas Kessy e Ross.

E no vôlei de quadra…

Se você não viu, procure o final do quinto set entre Brasil e Rússia. Logo a Rússia, de novo pelo caminho. As brasileiras dessa vez tiveram match points contra e foram pra cima. Vitória incrível, classificação e que venha o Japão nas semifinais.

Decepção do dia: atletismo. Maurren Maggi estreiou na fase classificatória do salto em distância. Não foi bem e está fora da final.

Faltou algo? Com certeza! Mande seu comentário e ajude o É Pênalti nesse resumo!

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Resumo Londres – dias 7, 8 e 9

Dia 7

No sétimo dia, os esportes coletivos brasileiros tiveram resultados distintos. O vôlei feminino venceu a China por 3 a 2, placar que levou as chances de classificação para a última rodada. Também no feminino, o handebol perdeu a primeira e foi para a Rússia; o basquete foi derrotado pelo Canadá, o que resultou em eliminiação de forma melancólica. Restou apenas um último jogo para cumprir tabela.

Rafael Silva conseguiu a medalha de bronze na categoria pesado (acima de 100kg), na despedida do judô dessa edição. Maria Suellen, na categoria pesado, acima de 78 kg chegou até a última luta valendo o bronze, mas perdeu para a chinesa Wen Tong, heptacampeã mundial e campeã olímpica.

Foi também dia da aguardada final dos 50m livres, com César Cielo e Bruno Fratus caindo na piscina. Entretanto, o ouro foi para o francês Florent Manaudou e a prata para o norte-americano Cullen Jones. Cielo ficou com o bronze e Fratus terminou em quarto lugar. Ainda nas piscinas, Michael Phelps venceu mais uma: dessa vez, ouro nos 100m borboleta.

O atletismo começou com suas tantas modalidades (é o esporte que mais distribui medalhas). No tênis, Federer e Del Potro fizeram longa e tensa semifinal, que terminou 19 a 17 para o suíço no terceiro set.

Decepção do dia: futebol feminino. Mesmo perdendo para as japonesas, campeãs mundiais, cair nas quartas é cedo para quem veio de duas medalhas de prata, em 2004 e 2008.

Dia 8

Usain Bolt apareceu para competir pela primeira vez e se classificou com tranquilidade às semifinais dos 100m rasos. Também pelo atletismo, Mauro Vinícius, o Duda, chegou à final mas não brigou por medalhas.

Serena Williams arrasou Maria Sharapova e ficou com o ouro no tênis feminino. Michael Phelps e os Estados Unidos venceram o revezamento 4×100 medley, na despedida da natação em Londres e da aposentadoria de Michael Phelps.

Neymar, Oscar e cia enfrentaram Honduras pelas quartas de final do futebol masculino. Honduras chegou credenciada por eliminar a Espanha e fez jogo duro com o brasileiros. Mesmo assim, o time de Mano Menezes venceu por 3 a 2 e enfrentará a Coreia do Sul nas semifinais. O vôlei de praia nacional teve sua primeira eliminação. Maria Elisa e Talita caíram nas oitavas de final para Marketa Slukova e Kristyna Kolocova, da República Tcheca.

E a seleção masculina de basquete arrasou a China:

Decepção do dia: Fabiana Murer. A atleta errou dois saltos na altura de 4,55m e na terceira tentativa preferiu não saltar. Alegou depois que o forte vento poderia ser perigoso. O detalhe é que Fabiana era uma das favoritas e não passou nem da fase de classificação.

Dia 9

O segundo domingo em Londres teve medalha para o Brasil. Robert Scheidt e Bruno Prada ficaram com o bronze na classe star. Foi o quinto pódio de Scheidt.

No tênis, Andy Murray fez a festa dos britânicos ao vencer Roger Federer na decisão por três sets a zero. Questionar se esse é o principal título da carreira de Murray demonstra como o torneio de tênis olímpico ficou forte. Praticamente todos tenistas bem classificados no ranking jogaram e o torneio ganhou emoção e credibilidade.

A seleção de handebol feminino venceu Angola e terminou a primeira fase com quatro vitórias e uma derrota. A boa notícia é a liderança da chave. A má notícia é o confronto com a Noruega nas quartas de final. A Noruega, apesar de ficar com a quarta colocação do outro grupo, é a atual campeã mundial e olímpica.

Pelo torneio de vôlei feminino, a vitória dos Estados Unidos sobre a Turquia deixou a seleção brasileira dependendo apenas de vitória contra a Sérvia. Resultado, três sets a zero e classificação. Na próxima fase, vem a Rússia. Pedreira.

Decepção do dia: Asafa Powell. O ótimo velocista jamaicano sentiu uma lesão nos 100m rasos e foi ofuscado pela festa de seus compatriotas Yohan Blake e Usain Bolt. Resta saber se ele estará apto ao revezamento.

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Resumo Londres – dias 5 e 6

Dia 5

Thiago Camilo era mais uma expectativa de medalha no judô. Chegou bem na semifinal mas com duas derrotas acabou sem subir ao pódio (que seria o terceiro na sua carreira). No tênis, Marcelo Melo e Bruno Soares terminaram o jogo de duplas que começou na segunda-feira e venceram o último set por 24 a 22. A duração da partida? Quatro horas e vinte e um minutos.

No basquete feminino, nova derrota. Situação complicadíssima para as brasileiras que mesmo com uma eventual classificação, têm grandes chances de ficar em quarto lugar e enfrentar os Estados Unidos na próxima fase. A equipe de handebol venceu a Grã-Bretanha e segue 100%, com três vitórias em três jogos. E o futebol masculino passou fácil pela semiprofissional seleção da Nova Zelândia e chega às quartas com grande favoritismo.

César Cielo chegou em sexto na prova dos 100m livre da natação, vencida pelo americano Nathan Adrian. Enquanto isso, Sérgio Sasaki Junior ficou em décimo lugar no individual geral da ginástica, melhor resultado que um brasileiro já conseguiu nessa prova.

Teve até exclusão de atletas. Duplas de badminton da Coreia do Sul (duas duplas), Indonésia e China foram banidas da competição pois foram acusadas de manipular seus resultados. As duplas foram acusadas de perder jogos intencionalmente, como forma de escolher futuras adversárias na competição.

Decepção do dia: vôlei feminino. Vitória sofrida na estreia contra a Turquia, derrota para os Estados Unidos e nova derrota, dessa vez por 3 sets a 0 e contra a Coreia do Sul. O que acontece?

Dia 6

O sexto dia não foi lá essas coisas para os atletas brasileiros. Sim, é verdade que Mayra Aguiar conquistou a medalha de bronze no judô, categoria meio-pesado feminino (até 78kg). Mayra tem apenas 21 anos e foi a responsável pela quarta medalha do Brasil em Londres – a terceira do judô. Kayla Harrison, que venceu Mayra na semifinal ficou com o ouro.

Thiago Pereira chegou em quarto na final dos 200m medley em difícil prova, vencida por Michael Phelps. Aliás, essa foi a vigésima medalha na carreira do americano, décima sexta de ouro. Cesar Cielo e Bruno Fratus se classificaram à final do 50m livre, que acontece nessa sexta, 2.

A seleção masculina de basquete fez jogo equilibrado com a Rússia. Teve um apagão no segundo quarto mas reagiu. No final, abriu dois pontos com menos de dez segundos para o término. E não é que os russos acertaram incrível bola de três pontos na bola seguinte? Vitória para os russos, mas calma. Uma vitória contra a China deixa encaminhada a classificação em terceiro lugar, enfrentando possivelmente Argentina ou França. Não é fácil, mas já é melhor que Estados Unidos.

E a dupla masculina de tênis, após a vitória épica na rodada anterior perdeu para os franceses Jo-Wilfried Tsonga e Michel Llodra. Cansaço?

Decepção do dia: vôlei masculino. A derrota para os Estados Unidos por 3 sets a 1 não é tão absurda. Os norte-americanos, atuais campeões olímpicos, chegam com uma equipe bem forte. Mas o Brasil apresentou pouco para quem quer ser medalha de ouro. Ao menos, perdeu quando podia perder.

O que podemos esperar nos próximos dias de Olimpíadas?

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Resumo Londres – dias 3 e 4

Dia 3

No geral foi um dia de maus resultados para o Brasil. Bruno Mendonça foi eliminado na primeira rodada no judô e Rafaela Silva emocionou o país com seu sincero choro após a desclassificação por um golpe ilegal, também no judô. Rafaela era favorita à medalha e ao ser eliminada deitou no tatame em prantos. Uma pena.

Na natação, nenhum brasileiro chegou às semi dos 200m borboleta. Kaio Marcio, finalista em Pequim, ficou de fora. Joanna Maranhão conseguiu ficar entre as dezesseis no 200m medley, mas não vai à final.

Ainda nas piscinas, duas jovens atletas impressionaram. Ye Shiwen, chinesa de dezesseis anos já foi ouro – com recorde mundial – nos 400m medley e agora derrubou o recorde olímpico ao se classificar para a final dos 200m medley. Ruta Meilutyte, da Lituânia, foi medalhista de ouro aos quinze anos ao vencer a prova de 100m peito.

Falando em caçulas, a brasileira Ana Sátila estreiou nas Olimpíadas aos dezesseis anos. Por apenas uma colocação, ela ficou fora das semifinais na canoagem.

O handebol feminino conseguiu sua segunda vitória, dessa vez contra Montenegro. E o vôlei, após vencer na estreia em cinco sets, perdeu para os Estados Unidos por 3 a 1.

Teve polêmica na esgrima. A atleta alemã Britta Heidemann golpeou a sul-coreana Shil A. Lam, mas o treinador asiático contestou o cronômetro, que segundo ele, deveria estar zerado. Em prantos, a atleta não saiu do local de combate até que a o recurso fosse julgado (nas regras da esgrima, deixar o local significa aceitar a derrota). A decisão foi mantida e ela foi mesmo eliminada. Depois, perdeu a decisão pelo bronze. Britta Heidemann perdeu a final e ficou com a prata.

Decepção do dia: basquete feminino. Não que a derrota para a Rússia seja tão anormal. Mas ao perder pra França na primeira rodada, a situação está complicada. Uma eventual classificação em quarto lugar significa enfrentar os Estados Unidos nas quartas de final. Quase sinônimo de derrota.

Dia 4

O Brasil enfrentou duas vezes os anfitriões em modalidades coletivas na terça-feira. No basquete, vitória apertada e não convincente. O primeiro quarto terminou 11 a 4 para os britânicos, mas a seleção reagiu. Esperemos que contra a Rússia o resultado seja melhor.

A equipe de futebol feminino perdeu por 1 a 0 para a Grã-Bretanha. A derrota leva a seleção para um duelo contra as atuais campeãs do mundo, Japão.

No vôlei, o time do técnico Bernardinho conseguiu bela vitória contra os russos, 3 sets a 0. Cesar Cielo passou para a final dos 100m livres nessa quarta-feira. Ainda na natação, Tales Cerdeira ficou em nono lugar e por pouco não chegou à final dos 200m peito.

Marcelo Melo e Bruno Soares fazem longo duelo contra Thomas Berdych e Radek Stepanek da República Tcheca, pelo torneio de duplas masculinas de tênis. O terceiro e decisivo set está empatado em 18 a 18 e só continuará nessa quarta. Ainda no tênis, o francês Jo-Wilfried Tsonga derrotou Milos Raonic, do Canadá, com um placar de vôlei: 25 a 23 no terceiro set e total de 3 horas e 57 minutos de jogo.

Também é válido mencionar medalhistas internacionais. Especificamente dois. A chinesa Ye Shiwen, de dezesseis anos, venceu os 200m medley e levou sua segunda medalha de ouro. Michael Phelps ganhou mais duas medalhas (prata nos 200m borboleta e ouro no 4×200 livre). Ele agora é o maior medalhista olímpico, com dezenove medalhas. O recorde anterior era da ginasta russa Larisa Latynina, com dezoito.

Decepção do dia: Leandro Guilheiro. Um dos favoritos no judô, na categoria meio-médio masculino (até 81kg) perdeu nas quartas de final e não avançou na repescagem. Ele já tem duas medalhas de bronze, mas se despediu de Londres sem pódio. A brasileira Mariana Silva, na categoria médio feminino (até 63kg) foi derrotada logo na primeira luta.

E você, o que destaca?

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Resumo Londres 2012 – dias 1 e 2

Começaram as Olimpíadas. Isso significa muitos esportes e resultados simultâneos e a busca contínua pela informação atualizada. Caso você não tenha acordado cedo ou passado o fim de semana na televisão, o blog É Pênalti traz aqui um resumo dos dois primeiros dias, destacando os resultados brasileiros em diversas modalidades.

Dia 1

Três medalhas no primeiro dia. Os responsáveis por isso são Felipe Kitadai, bronze no judô categoria ligeiro (até 60kg), Thiago Pereira, prata nos 400m medley na natação e Sarah Menezes, a piauiense que levou o ouro na categoria ligeiro feminino (até 48kg), também no judô.

O judô movimentou a torcida brasileira na primeira manhã olímpica. Kitadai perdeu nas quartas de final e ganhou suas lutas da repescagem até a medalha. Sarah Menezes impressionou pela tranquilidade e, segundo ela, teve na final a luta mais fácil, contra a até então medalhista de ouro, a romena Alina Dumitru.

Thiago Pereira. com um final de prova fantástico, ficou em segundo lugar na final dos 400m medley. O campeão foi o norte-americano Ryan Lochte. Michael Phelps não subiu ao pódio e foi apenas a segunda vez que Phelps participou de uma final sem ganhar medalhas. A primeira? Em Sydney-2000, com QUINZE anos!

No tênis as duplas masculinas brasileiras estreiaram. Thomaz Bellucci e André Sá perderam para a dupla melhor rankeada do torneio, os irmãos Bob e Mike Bryan, dos Estados Unidos. Mesmo com o resultado, Bellucci e Sá fizeram grande jogo. Marcelo Melo e Bruno Soares derrotaram os também norte-americanos Andy Roddick e John Isner.

Futebol, handebol e vôlei feminino começaram com vitória. No basquete as meninas perderam para a França e se complicaram. Não adianta nada se classificar em quarto lugar e ter, provavelmente, que enfrentar os EUA na próxima fase. Hoje jogam contra a forte Rússia. Aguardemos.

Decepção do dia: Diego Hypolito. Na fase qualificatória da prova de solo, sofreu uma queda e não se classificou.

Dia 2

Depois do barulho da estreia, o segundo dia não teve medalhas para o Brasil. Mas os principais esportes coletivos estreiaram vencendo. No basquete, vitória apertada contra Austrália. No futebol boa atuação de Neymar e 3 a 1 diante da Bielorússia. E a seleção de vôlei derrotou a Tunísia.

Thomaz Bellucci perdeu novamente, dessa vez em simples para Jo-Wilfried Tsonga. Novamente o brasileiro fez grande partida. Resta imaginar o que poderia ter acontecido com uma chave mais favorável.

Outra diversão das Olimpíadas é assistir esportes que raramente são transmitidos em outra ocasião. E devo dizer que a final do arco e flecha feminino foi emocionante até a última flecha. Vitória da Coreia do Sul, prata para China e bronze com as japonesas.

Decepção do dia: revezamento 4×100 livre masculino da natação. A equipe brasileira poupou César Cielo e ficou fora da decisão, vencida espetacularmente pelos franceses.

Qual o seu destaque?

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