Resumo Londres 2012 – dias 1 e 2

Começaram as Olimpíadas. Isso significa muitos esportes e resultados simultâneos e a busca contínua pela informação atualizada. Caso você não tenha acordado cedo ou passado o fim de semana na televisão, o blog É Pênalti traz aqui um resumo dos dois primeiros dias, destacando os resultados brasileiros em diversas modalidades.

Dia 1

Três medalhas no primeiro dia. Os responsáveis por isso são Felipe Kitadai, bronze no judô categoria ligeiro (até 60kg), Thiago Pereira, prata nos 400m medley na natação e Sarah Menezes, a piauiense que levou o ouro na categoria ligeiro feminino (até 48kg), também no judô.

O judô movimentou a torcida brasileira na primeira manhã olímpica. Kitadai perdeu nas quartas de final e ganhou suas lutas da repescagem até a medalha. Sarah Menezes impressionou pela tranquilidade e, segundo ela, teve na final a luta mais fácil, contra a até então medalhista de ouro, a romena Alina Dumitru.

Thiago Pereira. com um final de prova fantástico, ficou em segundo lugar na final dos 400m medley. O campeão foi o norte-americano Ryan Lochte. Michael Phelps não subiu ao pódio e foi apenas a segunda vez que Phelps participou de uma final sem ganhar medalhas. A primeira? Em Sydney-2000, com QUINZE anos!

No tênis as duplas masculinas brasileiras estreiaram. Thomaz Bellucci e André Sá perderam para a dupla melhor rankeada do torneio, os irmãos Bob e Mike Bryan, dos Estados Unidos. Mesmo com o resultado, Bellucci e Sá fizeram grande jogo. Marcelo Melo e Bruno Soares derrotaram os também norte-americanos Andy Roddick e John Isner.

Futebol, handebol e vôlei feminino começaram com vitória. No basquete as meninas perderam para a França e se complicaram. Não adianta nada se classificar em quarto lugar e ter, provavelmente, que enfrentar os EUA na próxima fase. Hoje jogam contra a forte Rússia. Aguardemos.

Decepção do dia: Diego Hypolito. Na fase qualificatória da prova de solo, sofreu uma queda e não se classificou.

Dia 2

Depois do barulho da estreia, o segundo dia não teve medalhas para o Brasil. Mas os principais esportes coletivos estreiaram vencendo. No basquete, vitória apertada contra Austrália. No futebol boa atuação de Neymar e 3 a 1 diante da Bielorússia. E a seleção de vôlei derrotou a Tunísia.

Thomaz Bellucci perdeu novamente, dessa vez em simples para Jo-Wilfried Tsonga. Novamente o brasileiro fez grande partida. Resta imaginar o que poderia ter acontecido com uma chave mais favorável.

Outra diversão das Olimpíadas é assistir esportes que raramente são transmitidos em outra ocasião. E devo dizer que a final do arco e flecha feminino foi emocionante até a última flecha. Vitória da Coreia do Sul, prata para China e bronze com as japonesas.

Decepção do dia: revezamento 4×100 livre masculino da natação. A equipe brasileira poupou César Cielo e ficou fora da decisão, vencida espetacularmente pelos franceses.

Qual o seu destaque?

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Mini-férias

Amigos leitores,

estarei ausente alguns poucos dias. Volto logo para pitacos olímpicos!

Abraços,

Junior Lourenço

Nem todo gol contra é golaço

É batata! Quando tem gol contra na rodada basta esperar os programas esportivos para ouvir locutores e comentaristas:

– E fulano marcou um golaço… contra!

Pois bem, aí vai uma triste notícia. Nem todo gol contra é golaço. Considere que alguns jogadores não conseguem fazer boas jogadas nem intencionados, que dirá quando não?

Às vezes com chute forte (Castor-aqui), em certeira cabeceada (Óseas-aqui) ou por cobertura (Júnior Baiano-aqui). Na maioria das vezes, é aquele desvio aqui, ali e acolá, antes da bola atravessar a linha errada.

– O zagueirão guardou… só que contra!

Pare de reclamar, você pode estar pensando. Ok, eu paro. Mas por favor, não saia chamando todos os próximos gols contra de golaços.

Em tempo: tudo isso pra terminar dizendo que Rodrigo Arroz, do Guarani, foi autor de uma pérola na última terça-feira. Não me lembro de ter visto gol contra mais peculiar.

Aliás, que golaço, hein?

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Wimbledon

Peço licença aos leitores do É Pênalti para escrever sobre tênis.

Roger Federer é um gênio do tênis e cada vitória sua parece ter na sequência uma série de recordes. Dezessete Grand Slams, heptacampeão de Wimbledon, número de semanas na liderança do ranking. No último domingo, venceu em quatro sets Andy Murray no All England Country Club.

Mas confesso, torci por Murray. A cada edição de Wimbledon os torcedores locais esperam que o troféu seja conquistado por um britânico (a última vez foi na década de 30) e Andy é um dos poucos a mostrar condições.

Desta vez chegou a vencer o primeiro set. Federer jogou muito e virou a partida. No discurso de encerramento, Murray foi às lágrimas e emocionou a torcida. Pareceu um desabafo de quem tinha os torcedores nos ombros e chegou perto.

Para Federer, mais um espetacular recorde na carreira de um dos melhores tenistas da história.

Para Murray, a expectativa. O Slam está perto.

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Espanha, Corinthians e a ex-desconfiança

Há algum sentido em buscar semelhanças nos títulos de Espanha, campeã da Eurocopa e Corinthians, campeão da Libertadores?

Talvez.

Mas tanto Espanha e Corinthians foram assistidos por torcedores e não-torcedores que pensavam: até onde vai?

É claro que os títulos da Euro 2008 e Copa 2010 colocaram a Espanha em outro patamar na história do futebol. Agora eles são campeões do mundo, não precisam provar nada. Mas a dúvida estava em imaginar quanto mais a geração de Xavi, Iniesta e Casillas poderia conseguir?

Do lado de cá o Corinthians mostrava força, determinação e tranquilidade. Passou por Emelec, Vasco e veio o Santos. Agora vai? Assim perguntavam-se alguns corinthianos, talvez receosos com o histórico recente na competição continental.

A seleção da Espanha foi taxada de preguiçosa. E gradativamente chegou em 2012. Croácia, França, Portugal. Quando vimos, já estava 4 a 0 na final contra os italianos, tetracampeões mundiais.

E aqui estava o Boca Juniors, final emblemática. Concentradíssimo, o time alvinegro não teve problemas para fazer 2 a 0 e terminar com a taça. E com ela, encerrar tabus, receios e quases.

Cada qual no seu território, Espanha e Corinthians além de conquistarem títulos, acabaram com a desconfiança.

Que dura até o próximo torneio. Dessa vez, para ambos, o objetivo é o mesmo. Mundial.

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