Estaduais

Começa a temporada 2012. Com ela, os estaduais e seus clichês. No começo de ano, já nos acostumamos a ver discussões sobre o “valor” desses torneios e invariavelmente diversas sugestões, melhorias, críticas ou apenas reclamações gerais.

A criatividade não impressiona. Estaduais são um prato cheio para ouvir algumas das seguintes frases:

– “É começo de ano, tem que ter calma para avaliar a real qualidade do time”. Essa serve para quando o time vai bem ou mal.

– “Fulano ainda pode reforçar time A que está em negociações com time B”. Ah, a janela de transferências do início do ano.

– “A disparidade dos grandes para os pequenos é notável”. Quando os grandes vão bem.

– “Não há uma disparidade tão grande entre os clubes”. Quando os grandes não vão bem.

– “O público perdeu interesse”. Com a média de público ruim.

– “Os torcedores gostam das fórmulas dos estaduais”. Quando um dos públicos é bom, mesmo que a média do resto seja pífia.

O meu preferido é na verdade, uma pergunta. E é válida para jogadores e treinadores envolvidos em outra competição simultânea.

– “Vai priorizar a Libertadores (Copa do Brasil)”?

Lembra de mais alguns?

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Australian Open

Peço licença para escrever sobre tênis aqui no É Pênalti.

Na noite de ontem (manhã de Segunda na Austrália) começou o Australian Open, primeiro Grand Slam do ano. Com ele, as tentativas de ficar acordado ou acordar mais cedo e ver pedaços de jogos.

Para quem gosta, há a opção de ouvir pela rádio no site oficial (http://www.australianopen.com). É verdade, tem transmissão de tênis pelo rádio, vai dizer que você não sabia?

Falando das chaves, as primeiras rodadas de Slams são naturalmente mornas. Até demais. Entre acompanhar os principais tenistas vencendo fácil, um ou outro jogo interessante (na teoria) aparece. Na primeira rodada, por exemplo, o local Bernard Tomic venceu o espanhol Fernando Verdasco por 3 sets a 2.

E vejamos até onde vão os brasileiros Thomas Bellucci, João “Feijão” Souza e Ricardo Mello.

Comentários sobre as próximas rodadas e a chave feminina nos próximos dias.

E fique acordado quem puder.

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Flashback, pero no mucho

Ok, o assunto já está batido. Mas esperei que todos comentassem das mais variadas maneiras para enfim, poder pitacar à vontade sobre Santos 0 x 4 Barcelona, a final do mais recente Mundial de Clubes.

Sendo assim, faço aqui um dos meus exercícios favoritos: comentar o que foi comentado.

1 – “A vitória do Barcelona escancarou o abismo entre futebol europeu e brasileiro”.

Sim e não. Na verdade existe um princípio de abismo entre Barcelona e outros clubes europeus. Isso não significa que o Barça será campeão de tudo, mas que o nível do futebol praticado e a consistência adquirida por eles estão acima da média. O futebol brasileiro está sim alguns degraus abaixo do que de melhor se pratica no velho continente, mas não foi a vitória do Barcelona responsável pelo diagnóstico. Afinal, uma semana antes, os blaugrana venceram seu rival Real Madrid fora de casa por 3 a 1.

2 – “O Barcelona se inspira no antigo futebol brasileiro”.

É, foi o que o Guardiola disse. Mas ainda acho que isso, quando dito por nós, soa uma frase pretensiosa e com ar de “mau perdedor”. E se for pra comparar o que fizeram até aqui, o Barcelona de Guardiola já fez muito mais do que o Brasil de 82, por exemplo.

3 – “Neymar é só firula”.

Não é. É excelente jogador e tem grandes chances de construir uma carreira brilhante. Pra sua idade, já fez muita coisa. Não pode ser comparado com Messi, mas não custa lembrar que não foi ele a passar dias antes da final comparando-se com o argentino. Muitos que levantaram essa inútil questão, aproveitam agora para minimizar os feitos de Neymar.

Opiniões avulsas

O atual Barcelona é fora de série, e quaisquer comparações com clubes sul-americanos são crueis. O mesmo Barcelona não é parâmetro do futebol europeu, muito menos do espanhol.

Sim, o Santos poderia tentar ser mais agressivo e não dá pra ficar “orgulhoso” com uma derrota de 4 a 0.

E você, o que teria feito no lugar de Muricy?

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Marketing esportivo – Trivela.com – mudanças no calendário

Texto publicado originalmente em: http://trivela.uol.com.br/coluna/coluna/marketing/mudancas-no-calendario

Mudanças no calendário

Há muito tempo, uma das grandes bizarrices no calendário do futebol brasileiro é não permitir que os campeões da Copa do Brasil defendam seu próprio título. Afinal, o vencedor vai para a Libertadores e fica excluído de participar da edição seguinte.

Falta de planejamento ou escassez de datas?

Seja lá o que for, só acontecerá mais uma vez. Ao menos é o que a CBF anunciou. A partir de 2013, quem disputar a principal competição continental entrará nas fases posteriores da Copa do Brasil, que será de Março à Novembro.

Óbvio, não é? Do ponto de vista dos negócios esportivos é ótimo para o torneio (que é patrocinado pela Kia, alguém sabia?). Maior duração, visibilidade e número de clubes. Agora, com os melhores classificados do ano anterior – e na teoria, melhores em campo – a competição ganha valorização.

A vantagem dada às equipes, entretanto, é discutível. Começando com oitenta clubes, o mata-mata segue até que sobrem dez (três rodadas). E aí, nas oitavas de final, chegam os participantes da Libertadores. Um ganho considerável para os grandes. A dúvida é dos menores: ficará mais difícil para eles aprontarem na competição, como invariavelmente fazem?

Com esse número gigantesco de clubes, a imagem da Copa do Brasil precisa ser melhor trabalhada. O que deveria ser a competição mais nacional de todas, promovendo ações futebolísticas por todos os cantos do país, muitas vezes é resumida ao “caminho mais curto para a Libertadores”. Parece pouco.

Sul-americana

E se as mudanças na Copa nacional parecem óbvias, as da Sul-americana causam estranheza e confusão. Vou resumir de forma rápida e indolor: dos oito eliminados nas oitavas da Copa-BR, os quatro melhores no Brasileirão anterior ganham vaga na Sul-americana. Entendeu?

Mais complicado que entender o critério é entender por que ele foi escolhido. Qual era o problema em dar a vaga apenas pela classificação no Brasileirão? Assim, a vaga teria um gosto de mérito, e não esse ar de ‘prêmio para perdedor’. As datas, sempre elas, poderiam vir de uma redução dos estaduais. Vai saber.

Ao menos terminou a chatíssima fase nacional, que servia de prelúdio à competição internacional. Pode ser a chance de equipes menos viajadas disputarem jogos pelos estádios do continente.

Em tempo: a Bridgestone patrocina a Copa Sul-americana. Você sabia? Já viu alguma ação de promoção do torneio promovido por Bridgestone ou Conmebol? Ah tá.

Em tempo nº 2: os clubes começam o ano sem saber exatamente quais torneios vão jogar. Como planejar ações assim? E se nem eles reclamam, quem palpitará sobre o regulamento?

Em tempo nº 3: talvez essas mudanças deixem a Copa do Brasil menos democrática. Talvez a vaga na Sul-americana seja vista com desdém. Mas dentre as dúvidas, há uma certeza. O calendário da CBF continua confuso.

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