Conheça a seleção: Polônia

Nesta semana, este blogueiro publicou mais um texto no site Trivela.com. Na seção ‘Conheça a seleção’, escrevi sobre a Polônia, misturando história e futebol.

Conheça a seleção: Polônia

Fragmentação, divisão, invasões. Conflitos étnicos e territoriais estão na história da Polônia. Talvez por sua localização na Europa Central, ponte entre os lados ocidental e oriental do velho continente.

No futebol, duas grandes campanhas. E só. O auge da seleção nacional está na memória dos que viveram os anos 70 e 80. Desde então, apenas alguns brilharecos. Na coluna ‘Conheça a Seleção’ de hoje, observaremos o desenvolvimento da Polônia e de seu futebol ao longo do último século.

Segunda República

Descoberta em 966, por quase mil anos a Polônia esteve envolvida em guerras. Pularemos um milênio de história para chegar à 1914. Naquela altura, seu território estava dividido em três países: Prússia, Rússia e Império Austro-Húngaro. Pouco antes do fim da Primeira Guerra Mundial, o grupo dos Aliados reestabeleceu o território, nascendo assim a Segunda República, em 1918.

A Associação Polonesa de Futebol (Polski Związek Piłki Nożnej) foi fundada um ano depois, em 1919. O começo foi menos tímido do que parece. Duas vitórias – uma delas por sonoros 4 a 0 – contra a Iugoslávia deram ao país a vaga para sua estreia em Copas, a de 38.

Um jogo e uma derrota não é a mais impressionante das campanhas. Mas que jogo fizeram Polônia e Brasil. O empate de 4 a 4 levou a partida para a prorrogação e os brasileiros venceram por estonteantes 6 a 5 (três gols de Leônidas e quatro gols de Wilimowski).

Duas décadas depois o velho continente estava em outra guerra. A invasão da própria Polônia pelos alemães era o marco inicial da Segunda Guerra Mundial. De todos os envolvidos, foram os poloneses quem mais perderam vidas: seis milhões.

Nesse período, nada relevante aconteceu no esporte. Futebol aí era o de menos.

Pós-guerra

Como em todos os outros países do leste europeu, a Polônia sofreu forte influência da União Soviética após o término da guerra. Sem discutir aqui as ideologias, é senso comum que a ‘cortina de ferro’ afastou esse bloco das outras nações do continente, política e economicamente falando.

Isso durou até 1989, quando o sindicato Solidariedade (Solidarność, em polonês) ganhou força e venceu as eleições do país. A vitória dos trabalhadores contra o regime atual ecoou nos vizinhos, e foi o começo da queda do comunismo europeu.

Futebolisticamente falando, esse foi um período dourado para o futebol polonês. Literalmente. A medalha de ouro nas Olimpíadas de 1972 era só o começo. Em 1974, liderados por Grzegorz Lato, a seleção surpreendeu o mundo ao conseguir a terceira colocação, vencendo Argentina, Itália e Brasil na campanha. Lato terminaria o Mundial como artilheiro, com sete gols.

Uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 76 mostrava a continuidade do trabalho e o quinto lugar na Copa de 78, longe de ser um sucesso, tampouco foi um fracasso.

Agora com Zbigniew Boniek fazendo companhia à Lato, a Polônia estava bem cotada para o Mundial de 82. E correspondeu. Após uma primeira fase tranquila, Zibi – apelido de Boniek – marcou os três gols na vitória contra a Bélgica, mas cartões amarelos o suspenderam da grande semifinal contra a Itália. Resultado: 2 a 0, dois gols de Paolo Rossi. Uma vitória por 3 a 2 contra os franceses garantiu novamente o importante terceiro lugar.

Presente

Pós comunismo, o país adotou a política de mercado e em 2004, entrou para a União Europeia. Terá no ano que vem, com sua vizinha Ucrânia, a chance de mostrar ao continente sua afirmação, ao sediar a Eurocopa.

Apesar de mais uma medalha de prata nos Jogos de 92, a década de 90 foi bem discreta para a seleção, sem classificação para Mundiais. Em 2006, a Polônia conseguiu vaga para o Mundial da Alemanha, mas a participação se resumiu à primeira fase, assim como a campanha na Euro 2008.

Como anfitriões em 2012, os poloneses precisam melhorar muito para não fazer feio. O tempo é curto. Para a Copa de 2014 o grupo das eliminatórias tem Inglaterra, Montenegro e Ucrânia.

E a Polônia segue esperando por novos Latos e Bonieks.

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About Junior Lourenço
25 anos, jornalista e publicitário. Editor do blog É Pênalti e do 30jardas – a comunidade do polo brasileiro (http://www.30jardas.com.br). Colunista de Marketing Esportivo do site Trivela.com- (http://trivela.uol.com.br/especial/marketing/) Siga também no twitter – http://www.twitter.com/juniorlourenco

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