Tevez

Allianz Arena. O Bayern de Munique ia derrotando o Manchester City por 2 a 0. O treinador do time inglês, Roberto Mancini, olha para o banco e diz para Carlos Tevez se aquecer.

Tevez recusa.

Na coletiva, Mancini diz que com ele, Carlitos não joga mais no City. Tevez insistiu que não se recusou a entrar durante a partida e pediu desculpas aos torcedores por qualquer mal-entendido.

Vale lembrar que, antes da temporada começar, o atacante demonstrou insatisfação em ficar no clube.

Será mesmo o fim da linha, ou na próxima rodada tudo estará resolvido?

Tevez (o segundo da dir. para esq.) no banco. Jogará novamente com Mancini?

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Coluna Trivela – a velha e contemporânea discussão – marketing esportivo

Na semana passada o diretor de marketing do Corinthians, Luís Paulo Rosenberg, foi entrevistado pelo portal UOL e falou sobre um tema que já se tornou um clichê nos debates esportivos: a dúvida entre pontos corridos e mata-mata.

Invarivavelmente essa discussão carrega conteúdo emocional, quando os argumentos são condicionados pelo desempenho do time do discursante. Não é o caso. Em 2005, o Corinthians de Rosenberg foi campeão com essa fórmula. E no ano passado viu o título escapar nas últimas rodadas. Ainda assim, o diretor do clube paulista considera que o campeonato “é mais rentável e democrático” com a antiga fórmula.

Tentemos aqui, sem tomar partido de nenhuma das causas, analisar os prós e contras dos dois regulamentos. Por questão de espaço, os argumentos serão resumidos. E pela recorrência do tema, você provavelmente já leu algumas das coisas a seguir.

Um ou outro?

Talvez a grande vantagem de um campeonato em pontos corridos seja o calendário. Quarenta times entre as séries A e B têm a garantia de jogar até Dezembro. Essas datas fixas, que não dependem do desempenho, são (ou deveriam ser) usadas pelos clubes como barganha na hora de conseguir parceiros.

As datas fixas também alimentam a utopia de carnês de ingressos, ou de promoção para a venda antecipada de múltiplos jogos. Mas, sejamos francos, isso ainda está longe da nossa cultura de torcedores.

Esportivamente, todos os jogos valem o mesmo. Isso facilitaria a promoção, tornando cada rodada um minievento. Entretanto, confederação e clubes pouco exploram esse produto.

Comparemos então os argumentos apresentados acima com o outro modelo de disputa, o mata-mata (ou playoffs, caso prefira a influência internacional). A tal promoção mencionada no parágrafo acima é flagrantemente notável nos jogos eliminatórios. É mais fácil atrair a atenção para uma semifinal do que para a décima segunda rodada. Muitos dos grandes públicos e memórias desses torcedores estão atrelados à jogar desse gênero.

Mas o calendário também pode ser vilão. Lembremos que as equipes não classificadas para as fases seguintes, cruelmente ficavam no limbo, quase dois meses sem uma partida. Um desespero para clubes e anunciantes. As constantes mudanças na fórmula também comprometiam a credibilidade do torneio.

Conclusão contínua

A discussão não é nova e nem está perto de ser encerrada. Publicamente, os principais interessados (confederação, clubes, emissoras que transmitem e parceiros) pouco debatem. Sabe-se que a Rede Globo já tentou um lobby para que a fórmula voltasse ao mata-mata, alegando queda do interesse.

Precisaríamos de um estudo maior e mais detalhado para chegar à uma conclusão (o que não é a proposta, nem o espaço dessa coluna). Mas não é arriscado dizer que muitos dos problemas do campeonato não estão atrelados à fórmula.

As contínuas interferências da CBF nas datas, o êxodo de jogadores, o descaso com o torcedor. Problemas que assolam o campeonato com qualquer regulamento. Por ora, defender ou criticar os pontos corridos parece mais uma questão de interpretar a informação como for mais conveniente.

Isso seria um bom assunto para as reuniões da Liga Nacional organizada pelos próprios clubes. Mas a famigerada criação da liga já virou um chavão em discussões sobre administração do futebol.

Tal qual a discussão da fórmula do campeonato.

Texto originalmente publicado em: http://trivela.uol.com.br/especial/marketing/velha-e-contemporanea-discussao

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Presente

Presente

Aniversário de jogador é uma das pautas mais manjadas do jornalismo esportivo. E ainda usam. E como usam.

O gancho está ali, dando sopa. Um jogador completará anos no dia da rodada. E vem a pergunta:

– “E aí, espera uma ganhar uma vitória de presente?”

Esse tipo de observação deve ter sido legal da primeira vez. Talvez na segunda, no máximo na terceira. Hoje, é só falta de criatividade.

Além de tudo, existem as variações. A pergunta às vezes é usada na semana(!) do aniversário, ou quando algum outro companheiro fica mais velho.

– “Vão tentar esta vitória para presentear o amigo?”

Fique atento. Muito em breve, algum jogador fará aniversário. E alguém fará essa pergunta.

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Champions League – mais pitacos!

Grupo A

Villarreal(ESP) 0x2 Bayern de Munique(ALE)
Manchester City(ING) 1×1 Napoli(ITA)

No grupo mais equilibrado, uma decepção chamada Villarreal. Perdendo em casa para o Bayern, precisará de um bom resultado na Itália contra o Napoli, que por sua vez, saiu da Inglaterra com o empate (e começou até ganhando).

Grupo B

Internazionale(ITA) 0x1 Trabzonspor(TUR)
Lille(FRA) 2×2 CSKA Moscou(RUS)

Quer dizer que o Trabzonspor chegou como convidado à Liga dos Campeões e ganha da campeã de 2010? Com o empate no outro jogo da chave, o grupo B mal começou e já está maluco! A Inter que se cuide, pois na próxima rodada vai até Moscou. Já pensou se perde mais uma?

Grupo C

Benfica(POR) 1×1 Manchester United(ING)
Basel(SUI) 2×1 Otelul Galati(ROM)

Com o goleiro dinamarquês Lindegaard fazendo ótimas defesas, o time pseudo-reserva do Man.United até que saiu de Lisboa com um bom empate. Já o Basel ganhou do popular Otelul Galati.

Grupo D

Dinamo Zagreb(CRO) 0x1 Real Madrid(ESP)
Ajax(HOL) 0x0 Lyon(FRA)

De vermelho, o Real Madrid ganhou de forma econômica do Dínamo. E é estranho dizer que a camisa vermelha foi o maior destaque nos dois jogos do grupo.

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Começou a Champions League!

Dos dezessete gols no primeiro dia, nove foram brasileiros. Impressionante.

Já os resultados, não foram assim tão impressionantes. Barcelona e Milan confirmaram as expectativas e fizeram um grande jogo.

Confira os resultados de ontem e pitacos do Blog É Pênalti:

Grupo E

Chelsea(ING) 2×0 Bayer Leverkusen(ALE)
Genk(BEL) 0x0 Valencia(ESP)

O Bayer Leverkusen aguentou o quanto pode. Mesmo com diversos estreantes, segurou o empate até o segundo tempo. David Luiz fez um belo gol, mostrando seu potencial de atacante.

Grupo F

Borussia Dortmund(ALE) 1×1 Arsenal(ING)
Olympiacos(GRE) 0x1 Olympique Marseille(FRA)

O Olympique foi o único visitante a vencer ontem. Como o Dortmund começou a temporada de forma titubeante e o Arsenal mostra fragilidades, pode ser que os franceses surpreendam.

Grupo G

Porto(POR) 2×1 Shakhtar Donetsk(UCR)
APOEL(CHP) 2×1 Zenit(RUS)

Apesar da vitória dos portugueses, o Shakhtar abriu o placar. Importante resultado para o Porto, que mesmo sem Falcão Garcia e o técnico André Villas-Boas é candidato à uma boa campanha.

Grupo H

Barcelona(ESP) 2×2 Milan(ITA)
Viktoria Plzen(TCH) 1×1 BATE Borisov(BLR)

Gol de Pato no primeiro minuto. Virada do Barcelona. Thiago Silva empatando no final do jogo. Dessa belíssima forma, o clássico abriu bem a fase de grupos da Liga dos Campeões. Os dois é claro, seguem como favoritos para a próxima fase.

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Trivela.com – Marketing esportivo: futebol e redes sociais

Ah, as redes sociais. Tema de tantas palestras, artigos e debates que pululam no mundo da comunicação nesses últimos anos

No futebol, conteúdo digital não é necessariamente uma novidade. Há um bom tempo, os sites das equipes europeias apresentam muitos dados atuais e históricos, tornando-se ótima fonte para pesquisa.

Mas e as redes. Como é a participação dos clubes nos populares Twitter e Facebook?

Nessa semana, o site Football Marketing divulgou um gráfico com uma simples e interessante estatística: o número de seguidores e “curtir” das páginas oficiais. Sim, é claro que existem diversas páginas não oficiais (que por vezes são até mais informativas), mas os dados apresentados podem servir como base para algumas considerações.

Com números impressionantes – entre 18 a 21 milhões de participantes -, Real Madrid, Barcelona e Manchester United dominam, nessa ordem, o ranking. Postam fotos, vídeos, entrevistas, notícias e geram tópicos de discussão. Com tantos usuários, os posts são bem movimentados e a repercussão é excelente.

Como em campanhas de outras empresas globais, as redes aprimoram o relacionamento com a marca (sim, o clube é uma marca), trazem ações exclusivas e servem como ferramenta de apoio para o principal: o time. Recomendo um teste. No final da coluna, está o link para a página do Real Madrid no Facebook. Entre e perceba que não falta assunto.

E o Brasil?

Os clubes brasileiros aparecem um pouco atrás. Corinthians, Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Santos estão entre os trinta primeiros, mas nenhum deles entre os dez mais. Considerando a pouca (ou quase nula) presença dessas marcas no exterior, os números são compreensivelmente mais modestos, mas podem melhorar. As redes sociais são um bom lugar para ações baratas, com repercussão veloz e que aproximam o torcedor de seu clube e jogadores.

Essas ferramentas são melhor aproveitadas com planejamentos de marketing bem definidos. Se continuarmos usando esporadicamente para “ver no que vai dar”, festejaremos uma boa repercussão sem saber ao certo qual será a próxima. Verdade seja dita, já demos o primeiro passo. Agora é trabalhar e usar a criatividade.

Veja os números dos primeiros colocados e também dos brasileiros.

Só uma observação: a comparação com clubes globais como Real Madrid e Barcelona é de fato cruel. Mas vale notar que os três grandes turcos (Galatasaray, Fenerbahce e Besiktas) estão entre o top 10. Será que não podemos mais?

*Soma de seguidores no Twitter somado ao ‘curtir’ do Facebook. Dados até 04 de Setembro de 2011.

1°) Real Madrid: 21.505.226
2°) Barcelona: 21.174.338
3°) Manchester United: 18.853.421
4°) Arsenal: 8.347.466
7°) Galatasaray: 6.369.096
9°) Fenerbahce: 4.997.449
10°) Besiktas: 2.909.117
14°) Corinthians: 1.690.509
17°) Flamengo: 1.452.162
18°) São Paulo: 1.205.182
23°) Palmeiras: 755.812

Página do Real Madrid no Facebook: https://www.facebook.com/#!/RealMadrid

Fonte: http://migre.me/5F0hD

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Texto publicado no Trivela.com: http://trivela.uol.com.br/especial/marketing/outras-redes-do-futebol

Imprevisível

Há alguns dias atrás o Blog É Pênalti perguntou quem queria ser campeão brasileiro. A dúvida continua. Com vinte rodadas de campeonato, cinco times dividem-se na ponta mas nenhum deles convence.

Não é um comentário ranzinza. O Brasileirão melhorou de uns anos pra cá, e esse equilíbrio todo – único no mundo – deveria ser visto como um trunfo do torneio. Acontece que, nesse ano em particular, observamos o tal ‘nivelamento por baixo’.

Uma pena. O equilíbrio assemelha-se mais à uma falta de competência generalizada do que à um excesso de qualidade.

Enquanto isso, aguardemos e aproveitemos a imprevisibilidade.

Quem ainda quer ser campeão?

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