Copa: crônica de encerramento

E a Copa do Mundo acabou? É verdade isso? Não vamos mais ter os três jogos por dia, falar sobre as seleções, torcer para os mais fracos?

O Mundial de 2010 já deixa saudades. Dos lances marcantes, dos golaços, das polêmicas. Ah, as vuvuzelas. Até delas eu sentirei falta. Talvez algumas cornetas apareçam entre as torcidas no Campeonato Brasileiro.

Mas as lembranças são muitas. Todas diferentes, todas importantes. O gol de Tshabalala, o primeiro da Copa. O gol que fez os sul-africanos acharem que poderiam algo mais. Esperança essa que terminou ainda na primeira fase, com a tristeza da elminação.

Tristeza que não pode ser confundida com vexame. Esse, ficou com os franceses, que não foram para jogar e sim para discutir, brigar. Perdidos em campo e fora dele. Que feio, França. Que feio.

E o gol dos Estados Unidos contra a Argélia, no último minuto, classificando os norte-americanos para as oitavas de final?

E a invicta Nova Zelândia? Essa sim, será mencionada por muito tempo. De possível saco de pancadas, passou a ser a equipe imbatível do torneio, ainda que por três jogos.

Como esquecer a decepção italiana, uma vez que os atuais campeões sequer passaram de fase?

Do Maradona de terno, batendo de calcanhar na bola? E o mesmo Diego abaladíssimo com a eliminação humilhante.

De debater após cada gol se foi ou não culpa da Jabulani, a bola cheia de efeitos e defeitos.

Saudades do Dunga reclamando da imprensa. Saudades de reclamar com o Dunga.

Você já se esqueceu o quão difícil foi derrotar a Coreia do Norte? E das jogadas do holandês Wesley Sneijder? Ah, como nós brasileiros lembraremos dele…

Dos épicos minutos finais entre Uruguai e Gana. Tempo suficiente para que a euforia do ressurgimento albiceleste, contrastasse com a eliminação do último país que ainda representava o continente africano. Mão na bola, pênalti perdido, pênalti do ‘El Loco’. Histórico, com certeza.

A incrível coincidência de Inglaterra e Alemanha, que quarenta e quatro anos depois, repetiam a discussão sobre uma bola ter ou não ultrapassado a linha do gol. Dessa vez os prejudicados falavam inglês, mas com ou sem protestos os alemães atropelaram os britânicos, antes dos argentinos.

Que os talentosos Muller, Ozil e Schweinsteiger continuem a brilhar, pois ajudaram a derrubar boa parte dos batidos estereótipos sobre a Alemanha.

Saudades também em se irritar com os erros de arbitragem, e constatar que a tecnologia poderia até ser amiga, mas por enquanto é apenas cruel adversária dos árbitros e assistentes.

Da Holanda, que chegou até a final vencendo todos os jogos, mas perdeu justamente o mais importante.

Perdeu para um grande adversário. Os gols de Villa, as jogadas de Xavi, as defesas de Casillas. Tudo isso resumido de forma poética no chute decisivo de Iniesta, a bola do jogo, da inédita conquista.

Para a Espanha, parabéns. Para todos, o inevitável sabor de quero bis, e a certeza de que em breve todas essas emoções estarão de volta.

Não amigos, a Copa não acaba. Ela apenas descansa por longos quatro anos.

Bom repouso, Copa. Você merece.

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O Blog É Pênalti agradece muito a todos que acompanharam, comentaram, opiniaram e divulgaram o Blog durante a Copa do Mundo. Além dos agradecimentos, a torcida para que os leitores continuem visitando pois o futebol não para. Brasileirão, Libertadores, Campeonatos Europeus, todos estão na pauta do É Pênalti para o segundo semestre.

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About Junior Lourenço
25 anos, jornalista e publicitário. Editor do blog É Pênalti e do 30jardas – a comunidade do polo brasileiro (http://www.30jardas.com.br). Colunista de Marketing Esportivo do site Trivela.com- (http://trivela.uol.com.br/especial/marketing/) Siga também no twitter – http://www.twitter.com/juniorlourenco

2 Responses to Copa: crônica de encerramento

  1. Edu says:

    É…realmente, a Copa da África vai deixar muitas saudades.
    Me diverti muito com a “maldição da Jabulani”, com os vexames dos francêses, italianos e sem se esquecer da nossa seleção…rs

    Agora é se movimentar e trabalhar duro para ver se tenhamos uma copa ao menos parecida com essa de 2010…

  2. Gilberto Orlandi says:

    Indubitavelmente já sinto saudade daqueles 30 dias.
    Abraço.

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