Dia 16 – A albiceleste e a África resistem

O primeiro jogo das oitavas de final foi marcante para os uruguaios. Após a vitória por 2 a 1 contra a Coreia do Sul, o Uruguai estava nas quartas de uma Copa do Mundo quarenta anos depois. E assim como a classificação para o Mundial foi conquistada com muito drama, a vitória sobre os sul-coreanos não foi diferente.

Apesar do público e condições do gramado relativamente decepcionantes, o jogo foi bem interessante. Logo no começo, um lance que envolveu os três jogadores do ataque uruguaio resultou no primeiro gol da partida. Cavani lançou Forlán, que tentou um passe nas costas da defesa adversária. Funcionou, e com a falha na saída do goleiro Sung-Ryong, a bola sobrou para Suárez que abriu o placar.

Gols no começo podem dar a sensação de que o resto do embate será fácil. Nesse caso, enganosa sensação. A Coreia do Sul continuou com o mesmo bom desempenho que teve durante o torneio e no segundo tempo dominou o time albiceleste, até conseguir o gol de empate, com Chung-Yong. A partir daí, o caratér eliminatório do jogo, além da chuva que caiu deram o tom dramático para os minutos finais. Eis que Suárez, artilheiro do campeonato holandês e um dos principais goleadores da Europa marcou um golaço, desses que vão ser vistos e revistos nas televisões de Montevidéu. A tradicional equipe uruguaia aparece de novo entre as oito melhores, e aliando raça, técnica e tradicão, quer ir mais longe.

Suárez foi o autor dos dois gols uruguaios

Na partida seguinte, os Estados Unidos que passaram de fase após um gol nos acréscimos de Landon Donovan contra a Argélia, enfrentaram Gana, a única seleção africana que ainda está na Copa. Logo no começo, Clark perdeu a bola no meio campo, e o ganês Prince Boateng disparou até chegar ao gol e abrir o placar. E lá estava a equipe norte-americana, outra vez em busca do empate, assim como nos confrontos com Inglaterra e Eslovênia. Jogando um segundo tempo excelente, misturando disciplina tática, organização e vontade, igualaram o marcador com Donovan batendo pênalti.

Apesar do domínio dos Estados Unidos no segundo tempo, o resultado permaneceu o mesmo levando a partida para a prorrogação. E de novo, uma falha no início custou caro. Gyan aproveitou lançamento que passou por toda a defesa e fez um belo gol dando a vantagem para Gana. Vantagem essa que durou o resto do tempo extra e garantiu que a África ainda tenha representantes no Mundial que sedia.

Gana venceu os Estados Unidos na prorrogação

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About Junior Lourenço
25 anos, jornalista e publicitário. Editor do blog É Pênalti e do 30jardas – a comunidade do polo brasileiro (http://www.30jardas.com.br). Colunista de Marketing Esportivo do site Trivela.com- (http://trivela.uol.com.br/especial/marketing/) Siga também no twitter – http://www.twitter.com/juniorlourenco

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