Os 23 convocados de Dunga – Parte II

No post de hoje, a segunda e última parte dos convocados de Dunga para a Copa do Mundo 2010.

Elano

Galatasaray (Turquia) – 25 Jogos / 6 Gols – Seleção – 42 Jogos / 6 Gols – Opinião do Blog: Um pouco afastado no campeonato turco, tem a confiança de Dunga e pode ser inclusive titular.

Felipe Melo

Juventus (Itália) – 29 Jogos / 3 Gols – Seleção – 15 Jogos / 2 Gols – Opinião do Blog: Assim como toda a Juventus, teve uma temporada que deixou a desejar. Na seleção porém, fez boas apresentações lembrando seus melhores momentos na Fiorentina.

Gilberto Silva

Panathinaikos (Grécia) – 40 Jogos / 0 Gols – Seleção – 88 Jogos / 3 Gols – Opinião do Blog: Um dos mais contestados entre os titulares, chega com a experiência de 2 Copas.

Josué

Wolfsburg (Alemanha) –  45 Jogos / 1 Gol – Seleção – 26 Jogos / 1 Gol – Opinião do Blog: Não repetiu a excelente temporada passada, onde foi campeão alemão.

Júlio Baptista

Roma (Itália) – 27 Gols / 6 Gols – Seleção – 43 Jogos / 7 Gols – Opinião do Blog: Reserva da Roma, deve ser o suplente imediato de Kaká na África do Sul.

Kaká

Real Madrid (Espanha) – 33 Jogos / 9 Gols – Seleção – 73 Jogos / 26 Gols – Opinião do Blog: Sofreu com lesões e não correspondeu a expectativa criada no seu ano de estreia pelo Real Madrid.

Kléberson

Flamengo (Brasil) – O site oficial do Flamengo não disponibiliza o número de jogos e gols em 2010. – Seleção – 31 Jogos / 2 Gols – Opinião do Blog: Reserva do Flamengo,  e poucas convocações com Dunga. Mesmo assim, está na Copa.

Ramires

Benfica (Portugal) – 26 Jogos / 4 Gols – Seleção – 10 Jogos / 0 Gols – Opinião do Blog: Grande passagem pelo Cruzeiro, campeão português com o Benfica. Essas são as credenciais de Ramires que lhe garantiram a convocação.

Luís Fabiano

Sevilla (Espanha) – 23 Jogos / 15 Gols – Seleção – 36 Jogos / 25 Gols – Opinião do Blog: Qualidades indiscutíveis como centroavante. Entretanto, tem sofrido com algumas lesões nessa temporada.

Robinho

Santos (Brasil) – 17 Jogos / 9 Gols – Seleção – 70 Jogos / 19 Gols – Opinião do Blog: Titular absoluto com Dunga. Voltou ao Brasil, mas é coadjuvante de Neymar e Ganso no Santos.

Nilmar

Villareal (Espanha) – 32 Jogos / 11 Gols – Seleção – 10 Jogos / 6 Gols – Opinião do Blog: Carimbou sua vaga com atuações na reta final das eliminatórias.

Grafite

Wolfsburg (Alemanha) – 40 Jogos / 18 Gols (3 na champions) – Seleção – 1 Jogo / 0 Gol – Opinião do Blog: Bastou uma convocação para Grafite ganhar a vaga de Adriano.

Siga também no twitter: http://www.twitter.com/juniorlourenco

Os 23 convocados de Dunga – Parte I

Adriano vai ou não vai? Neymar e Ganso ganharão uma chance? Teremos alguma surpresa na lista? Essas e muitas outras perguntas foram respondidas no último dia 11, quando o técnico Dunga convocou os 23 jogadores da seleção brasileira que vão tentar o hexa campeonato na Copa do Mundo 2010.

O Blog É Pênalti , em duas partes, traz as estatísticas dos jogadores em seus clubes, além dos números na seleção, para você acompanhar melhor o desempenho de cada um e deixando a discussão sobre os convocados e os ausentes, ainda mais interessante. Nessa primeira parte vamos aos goleiros, laterais e zagueiros.

Os números dos jogadores com suas equipes é referente a temporada 2009 / 2010.

Júlio César

Internazionale (Itália) – 52 Jogos – Seleção – 47 Jogos – Opinião do Blog: Titular absoluto e indiscutível. Um dos grandes goleiros da atualidade, chega ao mundial muito respeitado.

Gomes

Tottenham (Inglaterra) – 42 Jogos – Seleção – 9 Jogos – Opinião do Blog: Surpresa, mas com méritos. Gomes ajudou e muito o Tottenham na espetacular campanha pelo campeonato inglês, que garantiu vaga para a Liga dos Campeões.

Doni

Roma (Itália) –  9 Jogos – Seleção – 11 Jogos – Opinião do Blog: Reserva de Júlio César na Roma, Doni não teve regularidade durante a temporada, mas mesmo assim tem a confiança de Dunga.

Maicon

Internazionale (Itália) – 50 Jogos / 7 Gols – Seleção – 55 Jogos / 5 Gols – Opinião do Blog: Em grande fase, um lateral que marca e sobe ao ataque com impressionante eficiência.

Daniel Alves

Barcelona (Espanha) – 42 Jogos / 3 Gols – Seleção – 33 Jogos / 3 Gols – Opinião do Blog: Parte do badalado Barcelona. Muitos acham que poderia jogar junto com Maicon e ser titular.

Michel Bastos

Lyon (França) – 31 Jogos / 10 Gols – Seleção – 3 Jogos / 0 Gols – Opinião do Blog: Jogando como meia, teve um bom ano no Lyon e conquistou a vaga mesmo com apenas 3 jogos.

Gilberto

Cruzeiro (Brasil) – 18 Jogos / 3 Gols – Seleção – 33 Jogos / 1 Gol – Opinião do Blog: Após passagem apagada pela Inglaterra, voltou para o Brasil. Também jogando de meia, foi convocado para a lateral.

Lúcio

Internazionale (Itália) – 47 Jogos / 2 Gols – Seleção – 89 Jogos / 5 Gols – Opinião do Blog: O zagueiro que vai para sua terceira Copa, faz uma exuberante temporada jogando pela Inter.

Juan

Roma (Itália) – 23 Jogos / 0 Gols – Seleção – 74 Jogos / 6 Gols – Opinião do Blog: Jogando sua segunda Copa, o experiente Juan ainda briga pelo título italiano defendendo a Roma.

Luisão

Benfica (Portugal) – 28 Jogos / 4 Gols – Seleção – 40 Jogos / 3 Gols – Opinião do Blog: Sem surpresas, o zagueiro garantiu seu nome na lista após muitas convocações.

Thiago Silva

Milan (Itália) – 28 Jogos / 2 Gols – Seleção – 4 Jogos / 0 Gols – Opinião do Blog: A quarta vaga era uma das principais dúvidas na convocação, e Thiago levou a melhor contra Miranda.

No próximo post, os volantes, meias e atacantes do Brasil.

Siga também no twitter: http://www.twitter.com/juniorlourenco

Libertadores: muito além da catimba

A Copa Libertadores da América 2010 chega à sua reta final, restando apenas oito equipes brigando pelo título. Os brasileiros Cruzeiro, Flamengo, Internacional e São Paulo; a Universidad de Chile, o Libertad do Paraguai, o Chivas Guadalaraja do México e o Estudiantes da Argentina, atual detentor do título. Com 50% dos participantes que passaram pelas fases anteriores, é bem provável que um time brasileiro chegue a final. Mas esse mesmo exercício muitas vezes baseado no “achismo”, tem prejudicado os nossos clubes no torneio mais importante do continente.

Quando se fala sobre a Libertadores, associamos à competição um milhão de teses prontas carregadas de senso comum. Estádios acanhados, altitude, objetos atirados em campo. Tudo isso já foi muito pior, mas infelizmente ainda não deixa de ser verdade. Grande parte da responsabilidade é da Confederação Sul-Americana, a Conmebol, entidade com elevado grau de desorganização que muitas vezes parece achar as inúmeras falhas ao longo das décadas parte do charme da competição.

A lista de classificados para esta edição não contou com os tradicionais Boca Juniors e River Plate, além da recente força equatoriana, a LDU. Prato cheio para muitos dos especialistas cravarem mesmo antes da bola rolar que indubitavelmente o campeão será brasileiro. Palpite nem tão radical assim se considerarmos que os cinco participantes tem bons elencos. Mas essa mesma prepotência aliada a um certo desconhecimento de outras equipes causa algumas dificuldades na compreensão de eventuais derrotas e eliminações. Não raro, clubes de menor expressão dos mais variados países complicam os jogos contra gigantes do país penta-campeão. Ao invés de sempre resumir essas dificuldades com a velha expressão “Libertadores é Guerra”, não seria válida uma reflexão sobre quão grande realmente é a essa disparidade para os times de outros países? Talvez, os nossos nem sempre vão ser tão melhores que colombianos e bolivianos, por exemplo. Assimilar isso seria o ponto de partida para evitar surpresas.

A final de 2009 é um exemplo clássico: a vitória do Estudiantes sobre o ótimo time do Cruzeiro chocou os desavisados.  Fosse o Boca Juniors ou o Peñarol,  o oba-oba antes da final seria menor. O Estudiantes, que também é tradicionalíssimo na Libertadores (inclusive mais que a equipe de Belo Horizonte), e também era uma ótima equipe ano passado venceu a final com méritos, jogando um futebol técnico e consicente.

Os outros países do continente também jogam bola. Enfrentá-los vai muito além da preocupação com a tal “catimba”, que por sinal serve como rótulo nas derrotas. A humildade tão citada pelos jogadores e técnicos nos discursos deveria entrar com mais frequência em campo. Ajudaria muito.

O Estudiantes festejando o título em 2009

Siga também no twitter: http://www.twitter.com/juniorlourenco

Clichês da Copa – O estereótipo dos espanhóis

A terceira parte da seção Clichês da Copa é sobre uma das seleções mais comentadas nos mundiais: a Espanha, que dificilmente não chega cercada de expectativas. Pela técnica, jogadores e tradição todos ficam de olho em seus jogos. Mas nem por isso, os espanhóis estão livres dos clichês.

A Fúria, apelido da seleção, não importa o elenco convocado, carrega sempre o mesmo estigma: “até hoje não ganhou nada”. Bom, não dá pra discordar disso, pois apesar de frequente participante a Espanha ainda não levantou o troféu. Mas é simplesmente inaceitável que se analise a equipe sempre da mesma forma, não importa se estamos em diferentes edições de mundiais. Jogadores diferentes, técnicos diferentes, tudo isso é deixado de lado para dar lugar a um resumo que aponta a ausência de conquistas.

Esse ano os comentários de alguns podem ser ainda mais crueis. Prova disso, foi a Copa das Confederações do ano passado. A atual geração da Espanha é muito, muito acima da média. Jogadores extremamente técnicos, bem sucedidos em seus clubes e principalmente vitoriosos. Campeã da Eurocopa, invicta nas eliminatórias e tantos outros feitos servem como base para elogios justíssimos. Bastou uma derrota para os Estados Unidos ano passado para muitos torcerem o nariz antes da acusação:”sempre tremem na hora da decisão”. Como se a Copa das Confederações valesse alguma coisa. Como se o Brasil tivesse esmagado os americanos na final (lembremos que o Brasil perdia por 2 a 0 antes da virada). Como se uma seleção precisasse de mais credenciais após vencer de forma convincente a Eurocopa, bem mais equilibrada que a Copa América, diga-se.

A atual seleção da Espanha é muito forte, e negar isso é negar o óbvio. Casillas é excelente goleiro, Xavi e Iniesta ditam o ritmo do meio-campo, Torres e Villa são decisivos no ataque, entre outros talentos. É claro que o imponderável também estará na África do Sul, e falar que uma seleção ao desembarcar vai derrotar todo mundo é no mínimo insano. Entretanto, reduzir a qualidade de uma seleção após qualquer classificação que não o primeiro lugar é tão insano quanto.

Espanha celebrando o título da Eurocopa 2008

Siga também no twitter: http://www.twitter.com/juniorlourenco