Troféu passagem

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que a Copa do Brasil é o caminho mais curto para a Libertadores da América? Essa frase feita já caiu no discurso de jogadores, treinadores, torcedores, jornalistas e até dirigentes. O que deveria ser considerado o segundo maior campeonato do país é muitas vezes tratado como um simples atalho para a competição continental. E o troféu logo deixa de ser assunto, repassando os holofotes à preparação do ano seguinte.

Existem alguns fatores que desvalorizam o torneio. Alguns poderiam ser facilmente repensados, trazendo à Copa o status que ela merece: de um título nacional. O primeiro e talvez o mais absurdo é o campeão não poder defender o título no ano seguinte. Simplesmente inibe os bicampeões, tricampeões ou qualquer outra hegemonia que algum time almeja. O mesmo vale para os classificados à Libertadores através do Campeonato Brasileiro. As melhores campanhas no ano são premiadas com o torneio das Américas, enquanto a Copa do Brasil fica com um sabor de “fim de feira” ou prêmio de consolação.

Outra medida que poderia ser adotada é a extensão do campeonato para o ano todo. Não há um motivo indiscutível para que as fases finais ocorram no meio do ano. As datas do segundo semestre podem ser conciliadas (vide os times que ficam sem atuar devido à Copa Sul-Americana). Se o problema for a janela de transferências que resulta no êxodo de muitos jogadores para a Europa, que levem vantagem os times que conseguirem manter seus reforços até dezembro. Além disso, evitaria o freqüente desinteresse do campeão pela continuação do Brasileirão.

Pouco se fala da galeria de campeões que a Copa tem desde sua primeira edição em 1989. Os maiores campeões são Grêmio e Cruzeiro (4 vezes) e os estados que mais vezes triunfaram foram Rio Grande do Sul e São Paulo (6 vezes). É importante notar que times importantes como Atlético Mineiro, Botafogo, Santos, São Paulo e Vasco não têm essa taça. E como curiosidade, apenas três vencedores da Copa do Brasil conquistaram o continente no ano seguinte: Grêmio(1995), Cruzeiro(1997) e Palmeiras(1999). Isso serve como um alerta de que o caminho não é tão curto assim…

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About Junior Lourenço
25 anos, jornalista e publicitário. Editor do blog É Pênalti e do 30jardas – a comunidade do polo brasileiro (http://www.30jardas.com.br). Colunista de Marketing Esportivo do site Trivela.com- (http://trivela.uol.com.br/especial/marketing/) Siga também no twitter – http://www.twitter.com/juniorlourenco

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