Messi e a Copa

É consenso entre os admiradores do futebol europeu que Lionel Messi tem jogado muito, muito bem. Talvez Wayne Rooney seja o único jogador que ainda cause dúvidas sobre um eventual título de melhor da temporada para o argentino. Mas curiosamente, não é feito sobre o inglês o questionamento que ouvimos com tanta frequência quando se fala de Messi: “e na seleção?”

Grande jogador é um pequeno elogio para o baixinho Lionel. Dribles fantásticos, bola que gruda no pé, gols em demasia. Tudo isso está no repertório. Além é claro, de ser protagonista de um dos maiores (seria o maior?) time da década, o atual Barcelona. Messi é incrível e na atual temporada parece ainda mais. Porém, alguns torcem o nariz para suas recentes façanhas, ora com argumentos curiosos e discutíveis, ora apenas por implicância. Ora, bolas. Talvez por ser argentino? Prefiro pensar que não.

Os que ainda não se encantaram com o futebol de Leo tem as críticas na ponta da língua: “tem que provar na seleção”, “nunca fez nada pela Argentina” ou “quero ver na Copa” estão entre as mais comuns. E imagino eu, que alguns desses comentários possam vir até mesmo dos hermanos, em algo similar ao que acontece com Ronaldinho Gaúcho aqui no Brasil.

De fato, o histórico de Messi com sua seleção não empolga, mas não chega a ser uma decepção. Tem 33 jogos oficiais, 13 gols (seleção principal), participou da Copa de 2006 (inclusive fazendo gol) vice-campeão da Copa América-07 (vencida pelo Brasil) e medalhista de ouro nas Olimpíadas de Pequim-08 (torneio ainda não vencido pelo Brasil). De quebra, ainda foi campeão do mundial sub-20 em 2005 (eliminando pelo caminho, adivinhe…).

É crueldade não só com o argentino, mas com qualquer outro jogador exigir que ganhe uma Copa do Mundo sozinho. A Argentina não joga toda a semana como o Barcelona. Logo, não tem o mesmo entrosamento que tanto empolga nos gramados da Europa. E esse é um fato que sempre vem à tona quando se discute os Mundiais. As datas limitadíssimas que sobram para as seleções treinarem; a exaustão em que chegam os jogadores após a maratona de jogos (especialmente os de grandes clubes) e muitos eteceteras. Some isso aos discutíveis defensores argentinos e a presença de um técnico que ainda não provou qualidade que o justifique no cargo.

Sabe-se lá se Messi vai arrebentar na Copa, ser vice-campeão, se machucar ou até ser eliminado na primeira fase. Ele já é espetacular. A qualidade de seu futebol não pode ser condicionada ao seu desempenho na África do Sul. Messi é craque hoje, agora. Aproveitem!

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About Junior Lourenço
25 anos, jornalista e publicitário. Editor do blog É Pênalti e do 30jardas – a comunidade do polo brasileiro (http://www.30jardas.com.br). Colunista de Marketing Esportivo do site Trivela.com- (http://trivela.uol.com.br/especial/marketing/) Siga também no twitter – http://www.twitter.com/juniorlourenco

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