Teses e teses
July 15, 2010 1 Comment
Quando se fala de futebol, não sabemos perder, isso é fato. Quase nunca reconhecemos os méritos dos adversários ou admitimos sua superioridade. Ao invés disso, criamos teses e mais teses mirabolantes sobre supostos acordos, esquemas e negociações que impediriam o Brasil de conquistar essa ou aquela edição (tema esse mencionado no post do dia 27/04 - http://epenalti.wordpress.com/2010/04/27/cliches-da-copa-favoritismo-brasileiro/ )
Oras, que petulância. Como se sem esses fatores extra-campo fosse impossível nos derrotar. Fica aqui a mensagem: não somos imbatíveis. Ganhamos a Copa 5 vezes, somos uma das seleções mais tradicionais do mundo, mas podemos sim perder. E nem precisa ser para as outras equipes de grande porte. Paraguai, Bolívia, Noruega e até Honduras estão em nossa recente memória para demonstrar isso.
Muito fácil falar que a Copa de 98 foi vendida pela Nike (beneficiando sua maior concorrente Adidas???) para que a França ganhasse seu primeiro título, com a promessa de que o Brasil seria o país-sede em 2006. Não foi, mas até aí ninguém aparece para desmentir. Agora, a bola da vez é dizer que 2010 não foi vencida pelo Brasil, para que nós sejamos campeões em casa daqui a quatro anos. Curioso como os sabichões só esquecem de mencionar quem será o vencedor. Convenhamos, não é fácil errar uma previsão com 31 chances em 32 de acertar.
É mais simples crer nisso, porque dói perder. E pior que a derrota, a verdade pode doer ainda mais. Saber que em alguns casos, nós simplesmente tínhamos um time inferior é algo inadmissível. Não deveria ser, pois assim é o esporte e futebol é o mais popular deles. Parece novidade para alguns, mas ele também é jogado ao redor do mundo, e em alguns momentos com igual ou superior competência.
Divagar sobre manipulações é menosprezar os jogadores e as vitórias, inclusive as do Brasil. Quem sonha, luta, trabalha e chega na Copa do Mundo, não merece esse tipo de desconfiança e desrespeito, ganhando ou perdendo. Da próxima vez que acreditar e divulgar algo do tipo, reflita um pouco antes. Ou pelo menos seja mais criativo.
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